Na manhã de ontem, estive a oportunidade de uma prosa agradável com o vice-prefeito de Tavares, Jader Pedone, o popular Sardinha (PDT). Entre um chimarrão e outro, ele falou sobre o momento que está vivendo e manifestou a satisfação de ocupar uma posição de destaque no Executivo tavarense.
Jader é uma daquelas pessoas dotadas de inteligência emocional, cujo raciocínio torna o diálogo prazeroso. Ao falar sobre sua atuação, demonstrou preocupação em atender bem à população, procurando contribuir para solucionar ou, ao menos, amenizar as dificuldades encontradas no cotidiano.
Há políticos que, mesmo diante das burocracias e das responsabilidades inerentes à função pública, conseguem preservar a afetividade nas relações e demonstrar empatia pelas pessoas. Essa é a impressão que Jader transmite quando se conversa com ele e se escuta o que tem a dizer.
Nascido na localidade de Capororocas, em Tavares, Jader concluiu o Ensino Médio e atualmente alimenta planos de investir em um curso superior. Aos 43 anos, demonstra experiência na gestão e, ao mesmo tempo, disposição para continuar aprendendo.
Perguntei-lhe como entrou para a política. A resposta remeteu à própria família.
Jader contou que sua aproximação com a política começou por influência do avô, Luiz Pereira de Lemos, o Luiz Sérgio. Durante determinado período, era seu motorista e, de certa maneira, acabava participando da atividade política desenvolvida pelo avô.
Foi nesse convívio que começou a perceber o lado positivo da política: a possibilidade de ajudar as pessoas e contribuir para o cuidado com a cidade.
Mas o avô não foi a única referência. Jader também destacou a influência do tio, o saudoso vereador Cataldo Mário Pedone, o Preto. A convivência com os dois foi fundamental para que compreendesse a política não apenas como disputa pelo poder, mas como um meio de trabalhar para melhorar a vida da população.
Aos 43 anos, Jader já acumula experiências significativas, especialmente na área da gestão pública em saúde.
Servidor público municipal, cargo motorista da Secrrtaria da Saúde.
Sua trajetória na política começou em 2017, quando assumiu a direção do Pronto Atendimento. Posteriormente, chegou ao cargo de secretário municipal de Saúde.
Na Secretaria, passou a conviver diariamente com uma realidade marcada por demandas constantes e problemas que, muitas vezes, não podiam esperar. Eram situações que exigiam respostas imediatas, independentemente de horário — de dia ou de noite.
Segundo Jader, diante dessa realidade, desenvolveu um estilo de atuação baseado na busca pelo contato direto com gestores de diferentes hospitais para os quais eram encaminhados pacientes de Tavares.
Essa estratégia acabou construindo aquilo que, na Sociologia, pode ser compreendido como um capital social: uma rede de relações e contatos estabelecida ao longo do tempo, capaz de facilitar o diálogo e a busca por soluções quando surgiam situações que exigiam encaminhamentos.
É nesse aspecto que, ao longo da conversa, Jader foi revelando um perfil de gestor que procura aliar experiência, relacionamento e disposição para resolver problemas.
Ao falar sobre o período em que esteve à frente da gestão da saúde, Jader demonstra otimismo ao recordar algumas das conquistas e melhorias implantadas no município.
Entre elas, destaca a realização de ecografias no próprio município, a implantação do raio-X digital, o ambulatório de saúde mental e o Unimóvel, com atendimento médico e odontológico nas localidades rurais.
Também menciona a presença de ginecologista e obstetra, com atendimentos duas vezes por mês, além dos serviços de pediatria, nutrição e psicologia.
Segundo ele, atualmente a Secretaria Municipal de Saúde conta com uma frota de 19 veículos, entre carros, micro-ônibus, vans e ambulâncias.
No final da conversa, veio uma pergunta inevitável para quem ocupa atualmente o cargo de vice-prefeito: Jader pretende ser prefeito? Existe esse projeto?
A resposta foi direta.
Neste momento, segundo ele, seu compromisso é exercer o cargo de vice-prefeito durante os quatro anos do atual mandato e buscar a reeleição para mais quatro anos.
E quanto ao que poderá acontecer depois?
Jader resumiu com simplicidade: “Depois é depois!”
Talvez essa frase revele também um pouco do espírito com que encara o momento atual: viver o presente, cumprir a missão que lhe foi confiada e deixar o futuro para o tempo certo.

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