A partir do eixo temático empreendedores, empresários e serviços, o Espaço de Reflexão foi ao encontro do empresário dono da Tropeiro Agrícola Rômulo Martins. Nascido em Taquara há 49 anos, ele veio para Tavares aos cinco anos de idade. É filho de Luiz Agnelo e Carla Sander, irmão de Rodrigo e Carolina, casado com Magale e pai de Inaiá e de Caio. A filha estuda Medicina na UFRGS, em Porto Alegre, enquanto o filho faz um curso Técnico em Mecânica, em Rio Grande e se prepara para cursar Engenharia.
Rômulo cursou o Ensino Fundamental na Escola Edgardo. Depois, foi estudar em Cachoeirinha, em uma escola agrícola, mas não concluiu o curso. Retornou a Tavares e terminou o Ensino Médio na Escola Edgardo.
Em 1995, ao retornar de Cachoeirinha para Tavares, começou a trabalhar com o pai no ramo de produtos agropecuários. Pouco tempo depois, passou a comandar um segmento de negócios ao lado do pai: Rômulo ficou responsável pela área agroquímica, enquanto o pai atuava no ramo de máquinas. Em 2000, os dois seguiram caminhos separados nos negócios. O pai foi para um local e Rômulo para outro.
Rômulo contou que permaneceu durante cerca de dez anos em um prédio alugado e que, há 16 anos, trabalha em prédio próprio. Paralelamente ao comércio, também plantou cebola durante 18 anos, atividade que manteve até 2024. Perguntei se chegou a ganhar dinheiro com a cebola. Ele respondeu que, a cada três anos, um apresentava bons resultados. Segundo Rômulo, porém, a produção de cebola também ajudou a alavancar o negócio agroquímico.
UMA PASSAGEM PELA POLÍTICA
Rômulo também teve uma experiência na política. Em 2004, foi candidato a vereador, mas não conseguiu se eleger.
“Fui candidato a vereador, em 2004, sem sucesso, com poucos votos.”
Ele contou ainda que foi um dos fundadores da extinta Associação Comercial de Tavares, juntamente com Bacana, Antônio do Bá, seu pai e Gardel Araújo.
Perguntei se pensa em voltar à política. A resposta foi direta:
“Política e comércio não combinam.”
Na sequência, explicou que seu projeto de vida é continuar sendo um homem de negócios. Neste ano Rômulo recebeu da Câmara de Vereadores de Tavares o título de Cidadão Tavarense, já que ele é natural de Taquara.
A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA
A esposa de Rômulo, Magale, é professora e atuou na área por cerca de 20 anos. Há aproximadamente dez anos, deixou a atividade para se tornar parceira do marido no comércio. Atualmente, é responsável pelo setor financeiro da empresa.
Hoje, Rômulo é um empresário que ampliou suas atividades para além do comércio agroquímico. Possui propriedade rural, cria gado e também explora pinus para a produção de resina.
Há cerca de dez anos, o negócio se expandiu e chegou a São José do Norte. Atualmente, a empresa conta com 20 funcionários, considerando a matriz e a filial.
Rômulo relatou que procura se manter atualizado e utiliza sistemas de informação para conhecer melhor as pessoas e empresas com as quais negocia. Destacou também que é a única loja física com depósito de defensivos legalizado em Tavares.
MOMENTO DE DIFICULDADE
Perguntei a Rômulo se o negócio sempre apresentou crescimento ou se houve momentos de crise. Ele lembrou de um período particularmente difícil:
“Em 2006 foi um ano difícil. Pensei em mudar de ramo ou de cidade.”
Naquele momento, porém, seu pai o aconselhou a permanecer em Tavares. Segundo Rômulo, o pai dizia que, em uma cidade grande, ele seria apenas mais um, referindo-se, provavelmente, à existência de um número muito maior de concorrentes.
TRABALHO E LAZER
Para finalizar a entrevista, perguntei a Rômulo se, diante da estrutura que construiu nos negócios, ainda encontra tempo para o lazer. Ele respondeu que sim e contou que costuma viajar.
Já esteve em diferentes destinos, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre as viagens internacionais, citou os Estados Unidos, a Jamaica, o México, as Ilhas Cayman e o Chile.
A trajetória de Rômulo Martins revela uma história construída a partir do trabalho, da continuidade de uma atividade familiar e da capacidade de ampliar os negócios ao longo dos anos. Entre o comércio, a produção rural e a expansão para outros municípios, ele mantém o foco em seu projeto de vida: continuar empreendendo.

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