segunda-feira, 21 de setembro de 2026

PROFESSORA MARIA ANTÔNIA: uma vida dedicada à igreja e à educação


Há pessoas que fazem da profissão uma verdadeira missão de vida. É o caso de Maria Antônia Brizola, hoje professora aposentada, que dedicou grande parte de sua trajetória à educação, contribuindo para a formação de gerações de alunos e deixando marcas que ultrapassam os limites da sala de aula.

Ao longo dos anos, entre livros, cadernos, ensinamentos e desafios, construiu uma história pautada pelo compromisso com o conhecimento e pela dedicação aos seus alunos, sobretudo na área da educação especial.

Maria Antônia nasceu em Tavares há 75 anos. É casada há 43 anos com Neri Oliveira Brizola e é mãe de Silvana e avó de dois netos, Enzo e Maria Eduarda.

Há cerca de seis anos e recentemente, Maria Antônia enfrentou problemas de saúde que lhe deixaram algumas limitações, especialmente em relação ao raciocínio. Ainda assim, consegue se comunicar, compreender o que lhe é dito e se fazer entender.

Maria Antônia iniciou seus estudos em escolas municipais de Tavares. Depois, estudou em Rio Grande e concluiu o primeiro grau, como era denominado na época, em Osório. A partir daí, retornou a Tavares para começar a lecionar, em 1973.

Segundo Maria, logo depois foi cursar o Magistério, destinado à formação de professores leigos, durante o período de férias, em Osório, na Escola Rural. Ela lembra que, em 1976, começou a trabalhar na Escola Edgardo.

No final dos anos 1970, foi estudar Matemática na UNIJUÍ, em um curso realizado durante as férias. Não se identificou com a formação e acabou interrompendo o curso. Depois, decidiu fazer um curso voltado à educação especial, em Passo Fundo. Mais tarde, resolveu cursar Pedagogia na mesma cidade.

Já formada em Pedagogia, Maria foi nomeada diretora da Escola Edgardo, onde permaneceu por cerca de cinco anos na gestão.

Perguntei se havia ocupado algum cargo político. Ela contou que foi assessora do Secretário de Educação José Réus, atuando como coordenadora pedagógica durante o governo de Vilmar Silva.

Ao explorar suas lembranças, Maria contou também que foi vice-diretora, na gestão de José Ariosto, na Escola Eduardo.

Maria relatou que trabalhou por mais de dez anos com educação especial. Com paciência e dedicação, ajudou muitos alunos com limitações. Hoje, na Escola Edgardo, a sala de educação especial leva seu nome, como forma de homenagem à professora que dedicou parte significativa de sua vida a essa área.

Durante muitos anos, Maria Antônia também foi representante municipal do CPERS-Sindicato, no núcleo de Osório.

Quis saber quais eram suas principais lembranças dos tempos de professora. Ela destacou que, naquela época, os alunos respeitavam os professores e que, hoje, percebe mudanças nesse comportamento. Guarda boas lembranças da escola e conta que sua rotina era praticamente da casa para a escola e da escola para casa. Foi, segundo ela, uma vida dedicada à educação. Ao todo, foram cerca de 40 anos de trabalho no magistério.

Mulher de fé católica, Maria Antônia também dedicou 25 anos de sua vida à catequese na Paróquia SantoAntônio. Ao recordar os problemas de saúde que enfrentou, acredita que, apesar das dificuldades, Deus a livrou de sequelas mais graves. Sua fé permanece como uma referência em sua caminhada, ao lado das lembranças de uma vida marcada pelo trabalho, pela educação e pela dedicação ao próximo.

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