A ponte entre Rio Grande e São José do Norte é uma luta de 26 anos de Jair Rizzo, político de Rio Grande. Trata-se de um sonho que reúne esforços de quase três décadas.
Embora Rio Grande e São José do Norte estejam geograficamente muito próximas, as duas cidades permanecem, ao mesmo tempo, distantes. Um canal separa os dois municípios, e o acesso atualmente é feito por lancha, para o transporte de passageiros, e por balsa, para caminhões e automóveis.
O transporte por balsa ocorre somente durante o dia e está sujeito às condições do tempo. As viagens são realizadas, normalmente, de hora em hora, podendo chegar a intervalos de duas horas entre uma viagem e outra.
Diante desse cenário, o Espaço de Reflexão procurou Jair Rizzo para saber como está a situação do projeto e se a construção da ponte continua nos planos. A pergunta foi direta: o projeto continua? A ponte vai sair?
Rizzo respondeu:
“Seguimos cobrando e trabalhando com muita determinação pela realização do maior e mais importante projeto de infraestrutura da nossa história.”
Jair Rizzo é presidente da Associação Pró-Ponte RG/SJN e coordenador da Comissão Regional Pró-Ponte Rio Grande e São José do Norte. É primeiro suplente de vereador e atual secretário municipal do Interior de Rio Grande.
Segundo ele, na semana passada houve uma conversa com a Assessoria Parlamentar do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Brasília.
Conforme relatou Rizzo, os projetos executivos de engenharia da ponte entre Rio Grande e São José do Norte foram licitados em 14 de maio de 2025, tendo como vencedora a empresa Nova Engenharia. No entanto, antes da emissão da Ordem de Início dos projetos executivos, em novembro, a empresa sofreu uma sanção jurídica do DNIT e ficou impedida de realizar os projetos.
A empresa recorreu da decisão do DNIT, e, segundo Rizzo, o processo ainda não foi julgado.
Ainda conforme a informação obtida por ele, após o encerramento do prazo para recursos e com a decisão final do processo, o DNIT deverá convocar a empresa que ficou em segundo lugar na licitação.
Isso significa, segundo Rizzo, que o projeto da ponte continua na agenda do DNIT, restando superar o impasse jurídico que envolve a empresa vencedora da licitação.
A construção da ponte representaria uma mudança significativa na ligação entre Rio Grande e São José do Norte. As duas cidades, que hoje estão separadas pelo canal e dependem do transporte por balsa e lancha, poderiam ficar muito mais próximas e integradas.
Para quem vive em municípios da região, como Tavares, a obra também teria reflexos importantes. O acesso a Rio Grande, uma das cidades de maior porte mais próximas, ficaria mais fácil, inclusive para deslocamentos relacionados a serviços de saúde e outras necessidades.
Assim, o sonho de aproximar definitivamente Rio Grande e São José do Norte continua fazendo parte da luta daqueles que defendem a construção da ponte.


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