terça-feira, 6 de outubro de 2026

MARIA FAUSTA: sua história, o amor às pessoas e ajuda ao próximo

 


Há histórias que se constroem silenciosamente, por meio de gestos de solidariedade, cuidado e dedicação ao próximo. Durante muitos anos, Maria Fausta encontrou na Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, uma forma de servir à comunidade e contribuir para a saúde e bem-estar de crianças e famílias. Seu trabalho voluntário, realizado com simplicidade e compromisso, revela uma trajetória marcada pela disposição de ajudar e pela compreensão de que pequenas ações podem fazer a diferença na vida das pessoas.

Maria Fausta da Costa Lemos, 80 anos, nasceu e foi criada na localidade do Posto, em Tavares. É casada há 58 anos com Vilson Machado de Lemos, de 87 anos, e é mãe de Fernanda Lemos Paiva. Vilson foi guarda sanitário rural, atuando também nos cuidados relacionados à vacinação do gado. Maria Fausta, por sua vez, foi, durante 17 anos, secretária do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tavares. Também fez curso de auxiliar de enfermagem e atuou como agente de saúde pública. 

Maria conta que seu pai, Luiz Maneca, era um homem bastante religioso. “O pai ia a cavalo de Tavares assistir à missa em Mostardas ou em  Bojuru”, recorda. Segundo ela, o pai também contava que, quando a igreja foi construída, ele e sua esposa foram o primeiro casal a entrar no templo, durante a primeira missa.

Por isso, Maria Fausta acredita que sua religiosidade tenha origem na própria família. Ela foi e continua sendo uma pessoa ligada à Igreja Católica. Participava dos terços, das missas e foi catequista durante muito tempo.

Em 1993, assumiu o comando da Pastoral da Criança. Ela conta que “nós pesávamos as crianças, aconselhávamos sobre o aleitamento materno e promovíamos palestras sobre a saúde das crianças”.

Maria mantinha grupos de apoio em diversas comunidades, entre elas Capororocas, Olhos D’Água, Tapera, Butiá, praias e Campo da Honra, além de outras localidades.

Naquela época, ainda não havia o Programa Saúde da Família com agentes comunitários de saúde atuando como ocorre atualmente. A Pastoral da Criança desenvolvia parte desse trabalho de acompanhamento e orientação. Maria Fausta lembra que “havia muitas crianças desnutridas”. Para atender a essas crianças, eram preparados nutrientes, conhecidos como multimisturas, que eram posteriormente doados às famílias. Também eram confeccionadas vestimentas e roupas de cama para pessoas necessitadas.

Maria Fausta lembra das reuniões que realizava. “Conseguíamos fazer reuniões com muita gente”, recorda. O relato revela a dimensão que a ação da Pastoral da Criança alcançava naquele período, contando com apoio social e adesão da comunidade e cumprindo uma importante finalidade social.

Maria Fausta também recorda que participava de reuniões em Criciúma, Bagé, Pelotas, Rio Grande, Osório, entre outros lugares.

Além do trabalho relacionado à saúde, a Pastoral também atuava no processo de alfabetização. Promovia capacitações de monitores para o trabalho voluntário, formava grupos de cinco a oito pessoas e realizava cerca de dois encontros semanais.

Convém registrar ainda que Maria Fausta guarda em sua casa um importante acervo de documentos relacionados à atuação da Pastoral da Criança, e também de outros aspectos da história de Tavares. São muitos cadernos, fotografias, objetos antigos (máquina datilografia,  tv, etc) e registros que ajudam a compreender as relações humanas na comunidade. Trata-se de um rico material histórico, no qual aparecem dados e informações que ajudam a ilustrar aquele período da vida comunitária de Tavares.

A Pastoral da Criança foi fundada aqui em Tavares, no ano de 1993, e mantém suas atividades até hoje.

Maria Fausta também não esqueceu de destacar o papel fundamental da Irmã Anselma no processo de fundação, organização e funcionamento da Pastoral da Criança.

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