sexta-feira, 2 de outubro de 2026

QUIOSQUE DO DUDU: um espaço de convivência, comércio e lazer

 


O Espaço de Reflexão não pretende ficar restrito apenas ao espaço urbano. O blog também quer valorizar as identidades e as histórias do meio rural. Nesse sentido, chegou até o Quiosque do Dudu, localizado nos Olhos D’Água, às margens da BR-101, na comunidade José Damião.


A comunidade José Damião está inserida em um espaço sociológico maior, que é o Quilombo Vó Marinha. O entrevistado desta vez é Clézio José Marques, proprietário do Quiosque do Dudu.


Mas, afinal, o que é o Quiosque do Dudu? Como se costuma dizer, é um pouco de tudo reunido em um só lugar. O estabelecimento funciona como bar e fruteira e comercializa uma variedade de produtos, entre eles alho e cebola em réstia, melancia, batata-doce, aipim, cenoura, tomate, entre outros.


O Quiosque do Dudu é também um espaço de convivência e encontro, sobretudo à noite, quando amigos e moradores da comunidade costumam se reunir. Ali, são consumidos refrigerantes, cervejas, água e outras bebidas, enquanto ficam à disposição dos clientes produtos da agricultura familiar, muitos deles produzidos na propriedade de Clézio e sua família.

O estabelecimento também oferece açaí, sorvetes e picolés. Em meio a esse ambiente diversificado, há ainda mesa de bilhar e pebolim, opções de lazer que já proporcionaram momentos de diversão para muitas pessoas.


O Quiosque do Dudu tornou-se, assim, um lugar de encontro. Clézio conta que “chega a se reunir aqui cerca de 15 pessoas à noite, gente da cidade, da comunidade e, às vezes, turistas, que armam barracas e aqui ficam. Motociatas também costumam se reunir aqui”.


Como se percebe, o Quiosque do Dudu é um espaço que reúne comércio, convivência e lazer, fazendo parte da dinâmica cotidiana daquela comunidade.



Durante a conversa, pedi a Clézio que falasse um pouco sobre o Quilombo Vó Marinha. Ele explicou que não é membro associado do quilombo, mas conhece sua realidade e destacou que “o quilombo tem cerca de 24 famílias, aproximadamente 70 pessoas. Tem dois tratores e equipamentos, além de colheitadeira”.


Clézio explicou que o Quiosque do Dudu funciona todos os dias da semana e, em algumas ocasiões, permanece aberto até a meia-noite. Com novos planos para o futuro, ele pretende ampliar as opções oferecidas ao público.

“Eu era funcionário da CEEE Equatorial e agora estou saindo da firma e vou me dedicar ao comércio. Pretendo ampliar as opções ao público. Quero vender pastéis, churrasco e churrasquinho, enroladinho, isca de peixe, xis, cachorro-quente, torrada, etc.”

E os planos não param por aí. Clézio também pretende proporcionar momentos de música e confraternização aos frequentadores.

“Quero colocar música ao vivo nas sextas ou sábados”, concluiu.


Clézio é, em síntese, um empreendedor. Começou pequeno, em 2022, e vem crescendo e ampliando seu negócio. Sua trajetória mostra como uma iniciativa pode ganhar espaço a partir do trabalho, da dedicação e da percepção das oportunidades existentes na própria comunidade.


E é justamente esse tipo de história que o Espaço de Reflexão busca conhecer e divulgar: pessoas, lugares, iniciativas e identidades que fazem parte da vida cotidiana de Tavares e de suas comunidades rurais. Desta vez, o olhar do blog chegou ao Quiosque do Dudu, um espaço que reúne comércio, agricultura familiar, lazer e, sobretudo, encontro entre pessoas.

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

VINICIUS SANTOS: jovem empreendedor cheio de sonhos




O Espaço de Reflexão valoriza e dá visibilidade a jovens empreendedores como Vinicius Machado Santos.  Natureza Tavares, com 23 anos, começou seu empreendimento em julho de 2022.

No pátio de sua empresa contava feliz a história de sua revenda de automóveis, a VINICIUS CARROS. Perguntei a ele como surgiu a ideia de iniciar o negócio. Ele disse que;

 "Sempre gostei de negociar, desde novo, o primeiro negócio foi com a mãe, comprei uma moto dela, tinha cerca de 13 anos. Vendi a moto e depois comprei um carro, levei um golpe, não consegui documentação do carro. Vendi para ferro velho, para usar as peças e não recebi, deu tudo errado".

Diante deste relato, pela lógica Vinicius desistiria de compra e venda de veículos. Mas, não foi isso  que aconteceu. Ele continuou e foi em frente,  começou  a loja com dois automóveis, um Gol e uma Saveiro, em 2022.

Em 2024 já tinha 10 carros, já havia construído um local próprio. Levou a loja, também, para São José do Norte, em 2025. 

Neste momento Vinicius afirma: " não imaginava que crescesse tão  rápido".

Vinícius hoje tem loja em Tavares e São José do Norte e seu plano é a terceira loja, ir para Rio Grande.

A VINICIUS CARRO hoje conta com um total de oito funcionários. 

No final da prosa, Vinicius falou que seu pai e sua mãe lhe ajudaram durante o processo inicial. "A mãe ajuda até hoje"!

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

APOLO COSTA: vida, história e empreendedorismo


 Mais um empeeendedor tavarense em destaque no Espaço de Reflexão, Apolo Costa, com 38 anos. Casado com Jordana de Jesus da Silva e pai da pequena Ana Júlia.

Apolo é dono do Restaurante e Pizaria Cantinho do Sabor, na Avenida Onze de Abril, próximo da praça. Seu empreendimento começou há cerca de cinco anos, quando ele e a esposa faziam salgadinhos e vendia pelas ruas. Depois passou vender marmitas para pessoas e empresas. 

O negócio ia dando lucro e eles se animavam. Hoje servem bufe livre e a quilo no almoço e a noite pizzas e outras iguarias. 

Apolo ressalta que nas terças e quintas-feiras serve churrasco pelo mesmo preço dos outrosdias. E nestes dias aumenta os clientes, pois  o pessoal gosta de churrasco. 

O Cantinho do Sabor hoje conta com três  funcionárias e dois da casa para preparo do almoço e mais dois na noite.

Apolo relatou que, além dos que comparecem ao restaurante, atende, também, empresas de resina em Bojuru, são cerca de 60 marmitas, que são entregues diariamente e aproximadamente 100 almoços. Para dar conta dos compromissos, os trabalhos começam as 8h da manhã, pois as 10h30min sai para entrega. 

Apolo falou que sua relação com o trabalho começa aos 14 anos, ni escritório de dua tia. Cursou Ensino Fundamental na Escola Edgardo, depois foi fazer o Ensino Médio em Osório, lá fez o primeiro e segundo ano e com 16 anos foi para Porto Alegre e lá concluiu o Ensino Médio. Lá cursou a faculdade de Administração com ênfase no Comércio Exterior, tem hoje pós graduação em Administração Estratégica.

Apolo trabalhou de 2005 a 2010 em Porto Alegre, onde foi  estagiário no Banrisul,  por 2 anos, na Assembleia Legislativa  do RS, por 2 anos e na Facta cerca de um ano.

Retornando a Tavares, Apolo relata, "fui diretor da Câmara de Vereadores em 2011, chefe de gabinete do governo Flávio Rodrigues, em 2012, Secretário de Turismo, em 2013, vereador em 2014, Secretário de Educação, em 2015, candidato a vice-prefeito em 2016. E em 2017 assumi como funcionário  concursado a função de Tesoureiro".

Diante tudo isso que falou, perguntei, com esse currículo na política, você está praticamente fora há dez anos, pensa em retornar ou pode voltar a participar na linha de frente?

Respondeu:

"Sim, posso voltar, mas não neste momento"!

Pode ser candidato a vereador em 2028? "Não,  meu perfil é para o executivo". Deixou claro que o Legislativo não  o atrai. 

Para concluir Apolo diz que está muito  bem no ramo de comércio atualmente, se voltar para a política será para contribuir com a cidade, não será para ganhar dinheiro.

PETERSON COSTA: o cantor de muitos pagos

 

COM A PALAVRA PETERSON COSTA...

Aqui uma confraternização com os amigos em Imbé (RS), onde realizamos show na noite anterior 17 de setembro nos Festejos Farroupilha com os amigos onde se fez Presente o Prefeito Ique Vedovato o Sec. De turismo Adriano Pacheco o procurador jurídico do município de imbe e o empresário Jonas, da empresa Jaques Ambiental, onde ficamos no município fomos bem recepcionados fizemos show quinta feira à noite e na sexta de manhã tivemos esse momento mais próximo com os amigos enquanto preparavam o churrasco eu juntamente do gaiteiro Antônio Machado relembrávamos clássicos da música natisvista como esta música Lástima, Pelos e Milonga abaixo de mau tempo que também tivemos um momento marcante ao interpretala no show, e também relembramos clássicos argentinos como Zamba de Mi Esperanza e alguns tangos …

O RETORNO DO CAMPEONATO DE ONZE EM TAVARES: por Ingrid Lisboa

 



                                    Por Ingrid Lisboa 

             Coordenadora do Setor de Esportes 

                    da Secretaria de Turismo 

O retorno do Campeonato Municipal de Futebol de Campo 11 é,  um momento muito especial. É muito gratificante poder participar da organização de uma competição que há alguns anos não fazia parte do calendário esportivo do nosso município e que agora volta a movimentar as equipes, os atletas, famílias e a comunidade.

Uma das coisas que considero mais importantes nesse retorno é a oportunidade de dar espaço para os jogadores do nosso próprio município. É muito bom acompanhar os jogos e ver atletas daqui se destacando dentro de campo, mostrando seu talento. O campeonato também acaba sendo uma forma de valorizar esses jogadores e incentivar que cada vez mais pessoas se envolvam com o futebol e a pratica de esportes.

 Acreditamos muito na importância de construir o campeonato junto com os clubes e representantes das equipes. Desde o início, procuramos manter esse diálogo, ouvir as equipes e tomar as decisões necessárias de forma conjunta. Sem essa parceria, seria muito difícil, ou até inviável, colocar uma competição desse tamanho em prática. 

O campeonato só acontece porque existe o envolvimento de todos: Prefeitura através do Departamento de Esportes, clubes, dirigentes, atletas, arbitragem e comunidade. Ao longo do tempo fomos percebendo situações que poderiam ser melhoradas e  que poderiam ser organizadas de outra forma. Para o Campeonato de Campo, procuramos justamente aproveitar esse aprendizado e ajustar previamente aquilo que estava ao nosso alcance, para evitar que os mesmos problemas acontecessem novamente.

Aprendemos diariamente com cada situação e acredito que organização também significa estar aberta a ouvir, corrigir e melhorar. Ao mesmo tempo, confeccionamos um regulamento claro e que ele seja respeitado durante toda a competição. É a partir dele que conseguimos manter critérios iguais para todos e dar segurança às equipes sobre como as situações serão conduzidas.


Ver o Campeonato Municipal de Futebol de Campo 11 acontecendo novamente em Tavares e ver os nossos atletas dentro de campo é, sem dúvida, uma grande satisfação. Espero que esse seja o início de uma nova fase para o futebol de campo do município e que possamos continuar construindo, junto com os clubes e com a comunidade, um calendário esportivo cada vez mais forte.

terça-feira, 29 de setembro de 2026

EMPRESÁRIO RÔMULO MARTINS: uma caminhada construída a partir da família, do trabalho e da capacidade de enfrentar desafios

A partir do eixo temático empreendedores, empresários e serviços, o Espaço de Reflexão foi ao encontro do empresário dono da Tropeiro Agrícola Rômulo Martins. Nascido em Taquara há 49 anos, ele veio para Tavares aos cinco anos de idade. É filho de Luiz Agnelo e Carla Sander, irmão de Rodrigo e Carolina, casado com Magale e pai de Inaiá e de Caio. A filha estuda Medicina na UFRGS, em Porto Alegre, enquanto o filho faz um curso Técnico em Mecânica, em Rio Grande e se prepara para cursar  Engenharia.

Rômulo cursou o Ensino Fundamental na Escola Edgardo. Depois, foi estudar em Cachoeirinha, em uma escola agrícola, mas não concluiu o curso. Retornou a Tavares e terminou o Ensino Médio na Escola Edgardo.

Em 1995, ao retornar de Cachoeirinha para Tavares, começou a trabalhar com o pai no ramo de produtos agropecuários. Pouco tempo depois, passou a comandar um segmento de negócios ao lado do pai: Rômulo ficou responsável pela área agroquímica, enquanto o pai atuava no ramo de máquinas. Em 2000, os dois seguiram caminhos separados nos negócios. O pai foi para um local e Rômulo para outro.

Rômulo contou que permaneceu durante cerca de dez anos em um prédio alugado e que, há 16 anos, trabalha em prédio próprio. Paralelamente ao comércio, também plantou cebola durante 18 anos, atividade que manteve até 2024. Perguntei se chegou a ganhar dinheiro com a cebola. Ele respondeu que, a cada três anos, um apresentava bons resultados. Segundo Rômulo, porém, a produção de cebola também ajudou a alavancar o negócio agroquímico.

UMA PASSAGEM PELA POLÍTICA 

Rômulo também teve uma experiência na política. Em 2004, foi candidato a vereador, mas não conseguiu se eleger.

“Fui candidato a vereador, em 2004, sem sucesso, com poucos votos.”

Ele contou ainda que foi um dos fundadores da extinta Associação Comercial de Tavares, juntamente com Bacana, Antônio do Bá, seu pai e Gardel Araújo.

Perguntei se pensa em voltar à política. A resposta foi direta:

“Política e comércio não combinam.”

Na sequência, explicou que seu projeto de vida é continuar sendo um homem de negócios. Neste ano Rômulo recebeu da Câmara de Vereadores de Tavares o título de Cidadão Tavarense, já que ele é natural de Taquara.

A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA 

A esposa de Rômulo, Magale, é professora e atuou na área por cerca de 20 anos. Há aproximadamente dez anos, deixou a atividade para se tornar parceira do marido no comércio. Atualmente, é responsável pelo setor financeiro da empresa.

Hoje, Rômulo é um empresário que ampliou suas atividades para além do comércio agroquímico. Possui propriedade rural, cria gado e também explora pinus para a produção de resina.

Há cerca de dez anos, o negócio se expandiu e chegou a São José do Norte. Atualmente, a empresa conta com 20 funcionários, considerando a matriz e a filial.

Rômulo relatou que procura se manter atualizado e utiliza sistemas de informação para conhecer melhor as pessoas e empresas com as quais negocia. Destacou também que é a única loja física com depósito de defensivos legalizado em Tavares.

MOMENTO DE DIFICULDADE 

Perguntei a Rômulo se o negócio sempre apresentou crescimento ou se houve momentos de crise. Ele lembrou de um período particularmente difícil:

“Em 2006 foi um ano difícil. Pensei em mudar de ramo ou de cidade.”

Naquele momento, porém, seu pai o aconselhou a permanecer em Tavares. Segundo Rômulo, o pai dizia que, em uma cidade grande, ele seria apenas mais um, referindo-se, provavelmente, à existência de um número muito maior de concorrentes.

TRABALHO E LAZER 

Para finalizar a entrevista, perguntei a Rômulo se, diante da estrutura que construiu nos negócios, ainda encontra tempo para o lazer. Ele respondeu que sim e contou que costuma viajar.

Já esteve em diferentes destinos, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre as viagens internacionais, citou os Estados Unidos, a Jamaica, o México, as Ilhas Cayman e o Chile.

A trajetória de Rômulo Martins revela uma história construída a partir do trabalho, da continuidade de uma atividade familiar e da capacidade de ampliar os negócios ao longo dos anos. Entre o comércio, a produção rural e a expansão para outros municípios, ele mantém o foco em seu projeto de vida: continuar empreendendo.


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

O FUTEBOL COMO ENCONTRO, MEMÓRIA E IDENTIDADE EM TAVARES


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Centenas de pessoas voltaram, no último fim de semana, às margens de um campo de futebol de onze em Tavares, oito anos depois da última experiência dessa natureza. O retorno da modalidade mobilizou a comunidade e, ao mesmo tempo, reavivou lembranças de diferentes gerações. Famílias, inclusive com crianças, estiveram presentes. Sentadas em cadeiras,  comendo pipocas, ao redor do campo, torcedores e espectadores acompanhavam as partidas, vibravam e gritavam, na expectativa do gol de sua equipe preferida.

Para muitos, certamente, aquele momento também foi uma viagem no tempo. A movimentação ao redor do campo trouxe de volta à memória acontecimentos de 40 ou 50 anos atrás, quando o futebol constituía uma das principais formas de lazer da população, em uma época em que Tavares ainda era distrito de Mostardas. Equipes como Aimoré, Gaúcho, Tavarense, Lutador e Tamandaré, entre outras, faziam parte da vida esportiva e social da comunidade.

Mais do que uma competição esportiva, o futebol em Tavares pode ser compreendido como um fenômeno sociológico. O campo torna-se espaço de encontro, convivência, conversa, lembranças e construção de vínculos. É um lugar onde diferentes gerações se encontram e onde a história da comunidade também se manifesta por meio das experiências compartilhadas em torno do esporte.

Nesse sentido, o retorno do futebol de onze representa não apenas a retomada de uma prática esportiva, mas também a recuperação de um espaço de sociabilidade que durante muitos anos fez parte da história de Tavares. A esperança é de que os esforços daqueles que se empenharam para possibilitar esse retorno tenha continuidade nos próximos anos.

Depois de tanto tempo sem o futebol de onze, provavelmente muitos dos jogadores que estiveram em campo estavam participando de uma partida de onze pela primeira vez. Para eles, o jogo pode ter representado o início de uma nova experiência; para outros, foi a oportunidade de reencontrar, no presente, uma parte significativa da memória esportiva e social de Tavares.