quarta-feira, 26 de agosto de 2026

PETERSON COSTA:a voz e a alma da música gaúcha




Segundo o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (1844–1900), “sem música, a vida seria um erro”. Talvez seja difícil encontrar uma frase que traduza tão bem a trajetória de Peterson Costa. Para ele, cantar não é apenas uma atividade artística: é uma paixão, uma forma de expressão e algo profundamente ligado à própria existência.


Peterson Costa nasceu e foi criado em Tavares, há 30 anos. Filho de Valdemar Noveli e Maria Lopes, traz na própria história familiar a relação com a música. Seu avô tocava e cantava em ternos juninos, e seu pai também seguiu esse caminho. A música, portanto, não chegou à vida de Peterson por acaso; ela parece fazer parte de uma herança familiar que encontrou nele uma nova voz.


Hoje, Peterson é cantor e compositor e já consolidou sua trajetória como artista. Seu estilo está fortemente ligado à música nativista e à cultura gaúcha. Cantar ao estilo gaudério, expressar sentimentos e valores do universo campeiro é o que o motiva. Aos poucos, sua voz ultrapassou os limites geográficos de Tavares e passou a alcançar diferentes lugares do Rio Grande do Sul.


Com o Ensino Médio concluído na Escola Edgardo, em Tavares, Peterson carrega consigo uma característica fundamental para quem pretende viver da arte: coragem para enfrentar plateias desconhecidas. É talentoso, mas também persistente. Ele conta, talvez em tom de brincadeira, que, no início, nem mesmo a família acreditava que ele pudesse se tornar cantor.


O gosto de Peterson sempre esteve voltado para a música nativista. Procurava ouvir artistas desse gênero, buscando inspiração e referências para construir seu próprio caminho. Foi assim que, em determinado momento, entrou em contato com César Oliveira, conhecido nome da música gaúcha. Em 2013, encontrou-se com ele pela primeira vez.


No ano seguinte, em 2014, surgiu um novo desafio. Peterson foi convidado por César e enviou um vídeo para uma seleção do Desafio Farroupilha da RBS TV “O MUSICAL”. Ainda naquele ano, teve a oportunidade de cantar com César Oliveira e Rogério Melo, em Mostardas, durante um show pelo SESC, firmando assim uma amizade de muitos anos.


Os contatos com César Oliveira continuaram, e os conselhos também. César sempre o incentivou a estudar e buscar aperfeiçoamento.


Peterson chegou a cantar durante cerca de dois anos, com o professor Tiaraju Brum. Quando o companheiro decidiu seguir outro caminho, Peterson não desistiu. Continuou sua trajetória e passou a construir carreira solo.


Seu instrumento é o violão. Também teve aulas de canto com o professor Leonardo Ximendes, em Rio Grande. Mais tarde, os dois estabeleceram uma parceria profissional, sempre buscando aperfeiçoamento vocal.


Em setembro de 2016, Peterson produziu suas duas primeiras músicas de trabalho: “Rancho Pampeano” e “Preto Velho”. A primeira é de autoria de Edgar Ocaña, enquanto a segunda foi composta por seu pai, Valdemar Noveli.


O ano de 2018 foi especialmente importante em sua caminhada artística. Peterson foi convidado por Havita Rigamonte para gravar um clipe para a TV Transamérica, do Paraná, e teve a satisfação de ser aprovado. Em 16 de julho daquele mesmo ano, recebeu outro convite, desta vez da televisão local de Gramado, no Rio Grande do Sul, para participar do programa Jeitão de Gaúcho.


Tudo parecia indicar que Peterson estava se preparando para alçar voo. E foi justamente em 2018 que aconteceu um momento decisivo: seu primeiro show como profissional, realizado em São José do Norte (RS). Ainda naquele ano, participou fazendo um dos shows de encerramento da Semana Farroupilha de Mostardas no dia 20 de Setembro.


Em 2019, Peterson participou de outro programa de televisão local, em Caxias do Sul o Programa “ETNIAS”, Seu currículo crescia, sua experiência se ampliava e sua presença artística começava a ganhar novos espaços. Peterson já não era apenas um jovem que gostava de cantar: tornava-se, cada vez mais, um artista profissional, capaz de cantar e encantar plateias.


Então veio a pandemia, interrompendo o fluxo de eventos e apresentações. Mas a pausa nos shows não significou a interrupção do trabalho. Em 2021, Peterson gravou sua terceira música de trabalho e lançou nas plataformas digitais.


A partir desse período, recebeu o convite para gravar o Galpão Crioulo, da RBS TV, e também participou de dois videoclipe produzido pelo Repórter Farroupilha Giovane Grizotti, da RBS.


Com a retomada dos eventos, Peterson voltou aos palcos. Em 2023, um dos principais shows desse período de retorno aconteceu no Rodeio Nacional de Tavares. Em 2024, participou da EXPOCACE, ampliando ainda mais sua experiência e sua presença no cenário artístico regional, nome local que se apresentou no último dia da feira junto de três shows Nacionais.


Em 2025, voltou aos estúdios para gravar um novo trabalho, o EP. “Coração Litorâneo”, com seis músicas, que passa pelo processo de finalização encarte e prensagem dos CDs.


Ainda em 2025, realizou uma turnê durante a Semana Farroupilha, passando por São Lourenço do Sul, Encruzilhada do Sul, Pantano Grande, encerrando a jornada em Piratini, em uma das maiores programações de Semana Farroupilha do Estado.


Em 2026, Peterson segue com a agenda em construção para a Semana Farroupilha, já contando com shows pré-agendados. A estrada continua aberta, e novos palcos fazem parte dos próximos capítulos de sua trajetória.


Mas Peterson Costa não é apenas artista. Também atua como empresário no ramo da construção civil, sendo proprietário da empresa Peterson Costa Produções & Serviços / A Zeladoria Regalos, empreendimento que existe há cerca de seis anos, gerando empregos no município de Tavares.


Sua trajetória revela, portanto, mais do que a história de um cantor. Revela a caminhada de alguém que encontrou na música uma forma de expressar suas raízes, seus sentimentos e sua identidade. De Tavares para outros municípios do Rio Grande do Sul, Peterson vem construindo seu espaço com talento, persistência e dedicação.


Talvez seja justamente isso que explique a força de sua caminhada: a música não entrou apenas em sua vida; ela encontrou um lugar dentro dela. E, enquanto houver um violão, uma voz e uma plateia disposta a ouvir, Peterson Costa continuará levando consigo aquilo que aprendeu desde cedo — que cantar também é uma maneira de contar a própria história e manter viva a alma de um povo.

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